Dilma e o diálogo com os caminhoneiros: rodovias federais seguem sendo liberadas! #Repasse

Diante da liberação de quase todas as rodovias federais brasileiras e a diminuição das manifestações de caminhoneiros, a presidenta Dilma Rousseff decidiu sancionar sem vetos a nova Lei dos Caminhoneiros nesta segunda-feira, 2.
A Lei assegura vantagens como:
1) Isenção de pagamento de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios
2) Perdão das multas por excesso de peso expedidas nos últimos dois anos
3) Ampliação de pontos de parada para descanso e repouso
Também nesta segunda-feira, o governo tomará as medidas necessárias junto ao Congresso Nacional para permitir a prorrogação por 12 meses das parcelas de financiamentos de caminhões adquiridos pelos programas ProCaminhoneiro e Finame do BNDES
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Sobre a greve dos caminhoneiros, saiba a VERDADE!

Temos acompanhado nas últimas semanas a greve dos caminhoneiros e todo alarde da imprensa tradicional em torno da questão, mas infelizmente o que não temos visto é a divulgação das ações do governo para resolver a crise.

É lamentável que os esforços de Dilma para sanar essa crise, que tem nome, sobrenome e financiamento de grandes produtores rurais por trás do que parece ser apenas uma pauta de trabalhadores não apareça nos principais jornais do país ou quando aparece, é praticamente um texto de rodapé.

O governo federal, em comum acordo com representantes dos caminhoneiros, estabeleceu na quarta-feira passada um conjunto de propostas que beneficiam a categoria. Você leu isso em algum grande veículo de imprensa? Apareceu no Jornal Nacional?

Pois bem, conheça as propostas do governo para os caminhoneiros:

Caminhoneiros de todo o país concordaram com a proposta do governo federal e encerraram as manifestações em vários estados. Mas, alguns grupos radicais estão mantendo os bloqueios nas estradas da região Sul com apoio de deputados, prefeitos e pessoas que não se interessam pela pauta dos caminhoneiros e só estão querendo tirar vantagem das
manifestações. Muitos caminhoneiros estão sendo obrigados a ficar nas rodovias, sofrendo ameaças e violência, mesmo querendo trabalhar.
As propostas do governo são na verdade uma vitória para os caminhoneiros que há mais de 20 anos lutam por elas. O governo apresentou quatro grandes propostas que estão resumidas aqui:
1) O governo vai sancionar sem vetos a nova Lei dos Caminhoneiros exatamente como os motoristas querem. Ela organiza a profissão do motorista profissional, definindo horas de trabalho, formação profissional, seguro por acidente, atendimento de saúde. Além disso, a lei garante locais e tempo de descanso e repouso e pedágio gratuito para caminhões vazios ou com eixo suspenso. A lei também vai perdoar as multas por excesso de peso recebidas nos últimos dois anos, inclusive com devolução do dinheiro já pago nesse período. E também vai responsabilizar o embarcador pelos prejuízos por excesso de peso e transbordamento de carga.
2) Outra proposta atende pedidos sobre o financiamento de caminhões, carretas e semirreboques. A partir de agora, o caminhoneiro que financiou o veículo pelos programas ProCaminhoneiro e Finame vai ter um ano para começar a pagar as parcelas.
3) A tabela referencial do frete também vai ser definida. Os caminheiros vão ajudar a criar uma tabela de referência para o frete, conversando diretamente com as transportadoras e embarcadores. A primeira reunião está marcada para o dia 10 de março no Ministério dos Transportes, que vai mediar a conversa junto com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
4) Outra proposta é importante para o caminhoneiro porque ajuda a aliviar o custo das viagens. A Petrobrás já falou que não vai aumentar o preço do diesel nos próximos seis meses, ou seja, o preço vai ficar  congelado no próximo semestre.

A verdade sobre o preço da gasolina no Brasil

De 95 a 2002, o preço da gasolina teve reajuste de 350% em 8 anos. Média de 44% ao ano, o presidente desse período era Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

Em 2002, quando Lula assumiu, a gasolina brasileira estava entre as 20 mais CARAS do mundo. Herança deixada pelo FHC. Hoje ocupamos o 73º.

De 2003 a 2015, governos Lula e Dilma, a gasolina foi reajustada em 45%, média de 3.75% ao ano. Reajuste nos últimos 12 anos foi equivalente a média de 1 ano do período FHC.

Então, dorminhoco, não fale bobagens! Você pode ter acordado só agora, mas nascemos acordadissímos!

Antes de dizer que a gasolina nunca aumentou tanto quanto agora, volte 10 casas no jogo e VÁ ESTUDAR!

Fontes:

http://pt.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/

http://www.nationmaster.com/country-info/stats/Energy/Gasoline-prices

http://mudamais.com/divulgue-verdade/petrobrax-pra-quem-tem-menos-de-25-anos

Ser mãe não te faz uma mulher especial!

https://umavezmamifera.wordpress.com/2015/02/19/10-atitudes-para-ser-uma-mae-infeliz/

Li a lista acima e lembrei do que vivo, vivi e do que ainda viverei…

O item que mais diz (ou dizia) respeito a mim é o “não se compare”.
Eu me comparava com outra mães. No começo do divórcio, depois de apanhar do meu ex-marido e o colocar pra fora de casa, sempre que eu via famílias tradicionais, com pai, mãe, filhos, cachorro e papagaio e com todos sorrindo, eu me perguntava: será que me separar é realmente o melhor pra Aninha?

Hoje me compadeço daquela Camila corajosa e frágil que ousou pensar isso um dia. Claro que me separar de um homem violento e marido ruim era o melhor para a minha filha.

Ser mãe é ter coragem de NÃO deixar de SER mulher. Não de deixar de SER quem você é. Não deixar de realizar os SEUS sonhos, que, acredite, muitas vezes não têm nada a ver com os seus sonhos para sua filha ou para sua mãe ou familiares e amigos, são SEUS sonhos, anseios, medos e são SEUS.

SER mãe é saber que errar faz parte do jogo, porque errar é humano e SER mãe é humano, viu? SER mãe não te torna um ser superior ou especial. Não caiam nessa. Não sou mais mulher porque decidi ser mãe, assim como quem não quer ser mãe não é menos mulher. Não tenho nada a mais que outras mulheres por ser mãe.

Acho que um passo importante é aceitar que erros fazem parte da jornada de criar uma filha e sacar isso: não sou especial por ser mãe.

Porque toda mãe é uma pouco médica e muito louca!

Aí você chega em casa e sua filha vomitou. Você a pega no colo e ela vomita mais uma vez.

SER mãe é ter uma filha de 100 anos e ainda se assustar com “febre” de 37,5ºC ou vômitos ou dores de estômago ou dor de barriga.

É como se nenhuma indisposição simples fosse só isso. É como se cada dor de barriga fosse um alerta para algo mais grave. É como estar sempre em suspensão com o medo constante de p-e-r-d-e-r.

SER mãe = uma das minhas melhores facetas. Uma das minhas facetas mais dolorida e angustiante.

Não, não adianta pedir que eu relaxe. Mas me abrace, se puder!

Com esse Parlamento, voltaremos 1000 casas no jogo de construir um país mais justo e Dilma pode fazer POUCO ou quase NADA sobre isso!

Funciona assim:

Você pode até achar que ela poderia estar mais à esquerda, mas ainda assim Dilma pode ser considerada progressista, tá?
Aí, a gente trabalha feito doido, 14/15 horas por dia, primeiro porque é militante desde que nasceu e não sabe fazer outra coisa da vida, segundo porque exatamente por ser assim, foi contratada para ajudar na campanha que reelegeria Dilma. Pois bem. Feito isso, veio o resultado e a gente chorou junto, eu e mais 40 pessoas maravilhosas que militam pelas mesmas causas que eu. Eu e minha filha, que com apenas 5 anos já entende que Dilma governa para os “pobrinhos” (como ela define Dilma), eu e minha mãe, ao telefone, numa distância de 1000 quilômetros e uma saudade infinita. Eu e meus amigos daqui e de Miami, Tóquio, Talin…

Mas, depois da emoção vem a constatação de que elegemos a pessoa certa para o executivo, mas o executivo não é NADA, ou muito POUCO sem um Parlamento coerente, progressista, humanista, etc etc.

Pra resumir, a reportagem abaixo define o que nos espera os próximos 4 anos: Dilma tentando manter o que foi feito e não podendo fazer NADA para que o RETROCESSO dê às caras. Enjoy, amigos, e PAREM, simplesmente PAREM de colocar tudo na conta do GOVERNO FEDERAL, ele não é, infelizmente, senhor de TUDO!

http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2015/02/camara-desarquiva-projeto-de-eduardo-cunha-que-cria-o-dia-do-orgulho

(texto sem concordância, sem pontuação mas foi escrito num suspiro só. me desculpem)

BBB 15 e a misoginia nossa de todo dia

Não assisto Big Brother. Já assisti. Não tenho absolutamente nada contra o programa a não ser o fato de que a mim não atrai, e me atraio menos ainda por quem o critica por ranço pseudo intelectual.

No entanto, o programa que tem penetração na casa de milhares de pessoas, tem também enorme audiência nas redes sociais, tanto é, que o maior portal brasileiro, o UOL, tem uma editoria dedicada ao reality show.

Graças às redes e ao UOL, sei que tem um participante que é misógino, perseguidor de mulher etc etc. Também sei, pelo mesmo motivo, que um segundo participante confessou ter dado um soco em uma mulher. Apenas um soco, parece que ele disse. Já levei apenas um soco, colega. Já levei um empurrão, colega. Conheço mulheres que foram espancadas, colega. Ouvi falar de outras que foram espancadas até a morte, colega. Um empurrão. Uma surra. Um soco. Todos são equivalentes, viu, colega?

O que me chamou atenção hoje (03/02/2015) é que os dois participantes em questão, estão disputando o tal paredão. Ou seja, temos um misógino versus um misógino. Tá fácil, né?

Não sei qual mensagem um reality show passa e nem sei se há pretensão de passar alguma mensagem, afinal, entretenimento é isso: zerar o QI e não pensar em nada, só ver algumas bobagens, rir e seguir a vida. Espero que não dessa vez. Espero, sinceramente, que o BBB 15 sirva para debatermos ainda mais a questão da violência contra a mulher. Espero, na minha inocência recorrente e já conhecida por aqueles que me cercam, que a Globo exponha esses caras na edição e nos ajude a combater essa violência crescente no Brasil. Espero que as mulheres agredidas por esses dois participantes não sejam expostas, ou, se escolherem falar, que tenham voz.

Não quero dizer com isso que finalmente o programa deva ter alguma utilidade. Quero dizer com isso que talvez, finalmente, o programa tenha alguma utilidade.

Ser Mãe

Reflexão rápida após concluir o óbvio do meu dia de dúvidas, aflições, gastos demais e um fundinho de esperança, do verbo esperançar, não esperar, como diria o sábio, de que algum dia a coisa toda vai ficar mais fácil ou pelo menos menos pesada para aqueles que não conseguem viver sem pensar em todos os pormenores da vida.

Quando me pergunto do que eu tenho medo, do que eu realmente tenho medo, a resposta é quase instantânea: não tenho medo de nada!

Mas quando mudo a pergunto para: com relação a Aninha, você tem medo de que? Nessa hora a Regina Duarte baixa em mim e sinto medo de TUDO. Motivos? Nenhum aparente, mas tenho medo. Medo de fazer menos do que ela merece. Medo de fazer menos do que eu mereço como mãe. Menos de fazer menos do que as pessoas esperam de mim. Medo de fazer menos do que eu espero de mim. Medo dela crescer achando que eu fiz menos do que poderia ter feito. Medo. Medo. Medo.

Milito pela escola pública, mas matriculo minha filha numa escola particular. Medo!
Milito pelo sistema único de saúde, mas minha filha tem convênio (eu não tenho). Medo!
Milito pelo uso da cidade, mas tenho medo de ir a certos lugares com ela. Medo!
Milito pelo fim da diferenças de classes, mas, ao protegê-la do meu medo, a coloco numa redoma que impede que ela conviva com a diversidade. Medo!

Não me julguem, mas se der, me abracem!

São Paulo

Outro dia alguém comentou que o Centro de São Paulo está um lixo. Essa mesma pessoa culpou o poder público por ter permitido, segundo ele, que o centro da maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo, fosse paulatinamente invadido por “vagabundos e bandidos”.

Antes de começar a expor meus parcos argumentos pra demonstrar os motivos que me fizeram, primeiro, discutir com a pessoa que disse os despautérios acima, segundo, escrever esse texto, preciso dizer também que não concordo que a cidade “nada mais é do que nossa percepção sobre ela”. A cidade, do meu ponto de vista, é o que é. E São Paulo é um milhão de coisas. É suja sim, ele estava certo nisso, mas diferentemente dele, não vejo essa sujeira como algo ruim. Não, não acho ótimo, é claro que não, mas acho natural que uma cidade do tamanho de São Paulo não seja “limpinha”. Além disso, que limpeza é essa que as pessoas que têm medo ou asco do Centro querem???

Hoje, no aniversário da cidade, andei por várias ruas do centro com minha filha de 5 anos à tiracolo. Ela, como eu, adora explorar lugares novos ou velhos conhecidos da gente. Nada me assustou na cidade. Nada me surpreendeu. Minto, a cena em frente o Teatro Municipal, em que dezenas de pessoas, debaixo de um sol escaldante, formaram filas para provarem a comida gourmet de algum chef renomado que tem restaurante da Vila Madalena ou nos Jardins me surpreendeu, mas essa só sou eu sendo arrogante e achando que posso julgar a fila que cada um enfrenta nessa cidade repleta de filas para todos os lados.

Enfim, a São Paulo que vi é a São Paulo que gosto, que respeito, que me interesso e que está cada vez mais bacana, porque hoje, diferente de ontem, está mais ocupada por aqueles que têm direito à ela. Prédios e mais prédios com faixas do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) ou do FLM (Frente de Luta por Moradia), que ocupam os espaços vazios deixados pelo Capital para a especulação imobiliária.

São Paulo não é suja, São Paulo é real, pulsante, viva num nível emocionante para qualquer cidadão isento daquela miopia pequeno burguesa, higienista e reacionária, em que não aceita aquilo/aqueles que não conhece.

Te amo, São Paulo, e espero viver pra ver os trabalhadores do Centro deixando de pegar ônibus para “viajar” para os bairros periféricos, para viverem, finalmente, na cidade que eles construíram e continuam construindo ao invés de ver essa São Paulo que empurra, cada vez pra mais longe, as pessoas que não têm condição de pagar os preços absurdos impostos por essa tal especulação imobiliária sem fim.

Ocupem São Paulo sim!